segunda-feira, 17 de março de 2008

Sonzeira


sábado, 15 de março de 2008

Jean Luc Ponty


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

MINHA VIDA COM A ONDA (ILUSTRAÇÃO)

Entre partir e ficar

Entre partir e ficar hesita o dia,
enamorado de sua transparência.

A tarde circular é uma baía:
em seu quieto vai e vem se move o mundo.

Tudo é visível e tudo é ilusório,
tudo está perto e tudo é intocável.

Os papéis, o livro, o vaso, o lápis
repousam à sombra de seus nomes.

Pulsar do tempo que em minha têmpora repete
a mesma e insistente sílaba de sangue.

A luz faz do muro indiferente
Um espectral teatro de reflexos.

No centro de um olho me descubro;
Não me vê, não me vejo em seu olhar.

Dissipa-se o instante. Sem mover-me,
eu permaneço e parto: sou uma pausa

- Otávio Paz

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

La poesía de Octavio Paz

Este 19 de Abril se cumplen diez años de la desaparición del poeta mexicano, Premio Nobel de Literatura de 1990.

-¿la vida, cuándo fue de veras nuestra?,

¿cuándo somos de veras lo que somos?,

bien mirado no somos, nunca somos

a solas sino vértigo y vacío,

muecas en el espejo, horror y vómito,

nunca la vida es nuestra, es de los otros,

la vida no es de nadie, todos somos

la vida -pan de sol para los otros,

los otros todos que nosotros somos-,

soy otro cuando soy, los actos míos

son más míos si son también de todos,

para que pueda ser he de ser otro,

salir de mí, buscarme entre los otros,

los otros que no son si yo no existo,

los otros que me dan plena existencia,

no soy, no hay yo, siempre somos nosotros,

la vida es otra, siempre allá, más lejos,

fuera de ti, de mí, siempre horizonte,

vida que nos desvive y enajena,

que nos inventa un rostro y lo desgasta,

hambre de ser, oh muerte, pan de todos,

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Augusto dos Anjos

Relendo "Versos íntimos" de Augusto dos Anjos pude notar o porque uma obra se torna eterna, o Poeta faz um retrato do ser humano em sua fria e cruel natureza.
Somos de uma maldade sem fim.
Como podemos ver no poema tudo continua como sempre esteve.
Aqui vai o poema, leia e desfrute de si mesmo:

VERSOS ÍNTIMOS

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

INTIMATE VERSES

No one attended, as you 've seen, your last
Chimera's awe-inspiring funeral.
Ingratitude — that panther — has been all
Your company, but it has been steadfast!

Get used to mud: soon it will hold you fast!
Man living among wild beasts on this foul
And sordid earth cannot resist the call
To turn himself as well into a beast.

Here, take a match. Now light your cigarette!
A kiss is but the eve of being spat,
A stroking hand, my friend, may stone you too.

If your great wound still saddens anyone,
Cast at that vile hand stroking you a stone,
Spit straight into the mouth that kisses you!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Antagonismo na mídia

Duas matérias chamam atenção em revistas nessa semana:

Revista Veja, matéria de capa

Che
Há quarenta anos morria
o homem e nascia a farsa

Revista História, matéria de capa

A luta final de Che

Nas selvas da Bolívia, o revolucionário argentino de alma cubana morreu isolado, doente, faminto e maltrapilho. Mas fiel aos princípios revolucionários em que acreditava.


Nos dias atuais, é fundamental checar a veracidade das informações lidas em qualquer tipo de veículo de informação e não só as da Internet.

Lendo as duas matérias citadas acima podemos notar uma distância tremenda na relação dos fatos citado.

Só conseguiremos distinguir o certo do errado com informação buscada em várias fontes.

O bom leitor e entendedor da história é aquele que não está limitado a jornais e revistas, a leitura de livros de diversos autores e correntes é imperativa na busca da verdade. Esse tipo de leitor certamente não cairá nas armadilhas da mídia que sempre busca a notícia enquanto mercadoria.