sexta-feira, 1 de agosto de 2008

SI SE CALLA EL CANTOR – Horacio Guarany


Si se calla el cantor, calla la vida
porque la vida, la vida misma es todo un canto
si se calla el cantor, muere de espanto
la esperanza, la luz y la alegría

Si se calla el cantor se quedaran solos
los humildes gorriones de los diarios
los obreros del puerto se persignan
quien habrá de luchar por sus salarios.

Que ha de ser de la vida si el que canta
no levanta su voz en las tribunas
por el que sufre, por el que no hay ninguna razón
que lo condene a andar si manta.

Si se calla el cantor muere la rosa
de que sirve la rosa sin el canto
debe el canto ser luz sobre los campos
iluminando siempre a los de abajo.

Que no calle el cantor porque el silencio
cobarde apaña la maldad que oprime
no saben los cantores de agachadas
no callarán jamás de frente al crimen.

Que se levanten todas las banderas
cuando el cantor se plante con su grito
que mil guitarras desangren en la noche
una inmortal canción al infinito.

Si se calla el cantor...
calla la vida..

segunda-feira, 23 de junho de 2008

George Bernard Shaw

"O homem razoável adapta-se ao mundo; o homem que não é razoável obstina-se a tentar que o mundo se adapte à ele. Qualquer progresso, portanto, depende do homem que não é razoável."

quarta-feira, 21 de maio de 2008

11 a 18 de maio de 2008

As músicas mais ouvidas durante a semana:
Jean Luc Ponty, Toninho Horta, Joe Pass, Os Mutantes, Beth Carvalho, Adriana Calcanhoto, Jaco Pastorius, Djavan, Antônio Carlos Jobim, Pat Martino.

Check out my music taste: http://www.lastfm.com.br/user/jullysartori/

sábado, 17 de maio de 2008

Frangmento de Jorge Luis Borges, O Aleph

..."Chego, agora, ao inefável centro do meu relato; começa aqui o meu desespero de escritor. Toda a linguagem é um alfabeto de símbolos cujo exercício pressupõe um passado que os interlocutores compartilham; co­mo transmitir aos outros o infinito Aleph, que a minha tímida memória mal abarca? Os místicos, em transe semelhante, gastam os símbolos: pa­ra significar a divindade, um persa fala de um pássaro que, de algum mo­do, é todos os pássaros; Alano de Insulis fala de uma esfera cujo centro está em todas as partes e a circunferência em nenhuma; Ezequiel fala de um anjo de quatro asas que, ao mesmo tempo, se dirige ao Oriente e ao Ocidente, ao Norte e ao Sul. (Não é em vão que rememoro essas incon­cebíveis analogias; alguma relação elas têm com o Aleph.)É possível que os deuses não me negassem o achado de uma imagem equivalente, mas esta informação ficaria contaminada de literatura, de falsidade. Mesmo porque o problema central é insolúvel: a enumeração, sequer parcial, de um conjunto infinito. Nesse instante gigantesco, vi milhões de actos agradáveis ou atrozes; nenhum me assombrou mais que o facto de todos ocuparem o mesmo ponto, sem sobreposição e sem transparência. O que os meus olhos viram foi simultâneo; o que transcreverei será sucessivo, pois a linguagem o é."...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008


segunda-feira, 31 de março de 2008

La mirada de Borges - una "biografía sentimental"


MÁLAGA.- 'La mirada de Borges', una "biografía sentimental" del autor argentino construida por Solange Fernández Ordóñez a partir de notas y manuscritos del escritor, ha sido editada por primera vez en España para acercar la figura del autor tanto a sus seguidores como a quienes quieran descubrirlo.

La argentina Solange Fernández Ordóñez es hija del que fuera abogado personal de Jorge Luis Borges, según ha explicado a Efe el director de la editorial Alfama, Antonio García Maldonado, que ha publicado en España la obra.

Como muestra de agradecimiento por su trabajo, Borges le cedió a su abogado varias cajas de notas y manuscritos que van desde los años 20 del siglo pasado hasta su incipiente ceguera de los años 50.

La autora del libro era muy amiga de la familia, y especialmente de la madre del escritor, Leonor Acevedo, y con los cuadernos y sus paseos y conversaciones con Borges ha construido esta "biografía sentimental", según ha señalado García Maldonado.
Para incondicionales y neófitos

La obra está dirigida tanto a los incondicionales del Premio Cervantes de 1980 como a quienes buscan una biografía al uso que les sirva como introducción al autor argentino.

Solange Fernández Ordóñez, una conocida agente cultural en Buenos Aires, es también la autora de la novela 'Viaje de Tristán', que tuvo importante repercusión en la crítica literaria.

En la Feria Internacional del Libro de la capital argentina organiza y coordina desde 1995 el ciclo anual 'Rincón de la Lectura', dedicado al análisis de textos célebres universales, con el aporte de actores y conocidos escritores.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Sonzeira


sábado, 15 de março de 2008

Jean Luc Ponty


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

MINHA VIDA COM A ONDA (ILUSTRAÇÃO)

Entre partir e ficar

Entre partir e ficar hesita o dia,
enamorado de sua transparência.

A tarde circular é uma baía:
em seu quieto vai e vem se move o mundo.

Tudo é visível e tudo é ilusório,
tudo está perto e tudo é intocável.

Os papéis, o livro, o vaso, o lápis
repousam à sombra de seus nomes.

Pulsar do tempo que em minha têmpora repete
a mesma e insistente sílaba de sangue.

A luz faz do muro indiferente
Um espectral teatro de reflexos.

No centro de um olho me descubro;
Não me vê, não me vejo em seu olhar.

Dissipa-se o instante. Sem mover-me,
eu permaneço e parto: sou uma pausa

- Otávio Paz

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

La poesía de Octavio Paz

Este 19 de Abril se cumplen diez años de la desaparición del poeta mexicano, Premio Nobel de Literatura de 1990.

-¿la vida, cuándo fue de veras nuestra?,

¿cuándo somos de veras lo que somos?,

bien mirado no somos, nunca somos

a solas sino vértigo y vacío,

muecas en el espejo, horror y vómito,

nunca la vida es nuestra, es de los otros,

la vida no es de nadie, todos somos

la vida -pan de sol para los otros,

los otros todos que nosotros somos-,

soy otro cuando soy, los actos míos

son más míos si son también de todos,

para que pueda ser he de ser otro,

salir de mí, buscarme entre los otros,

los otros que no son si yo no existo,

los otros que me dan plena existencia,

no soy, no hay yo, siempre somos nosotros,

la vida es otra, siempre allá, más lejos,

fuera de ti, de mí, siempre horizonte,

vida que nos desvive y enajena,

que nos inventa un rostro y lo desgasta,

hambre de ser, oh muerte, pan de todos,

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Augusto dos Anjos

Relendo "Versos íntimos" de Augusto dos Anjos pude notar o porque uma obra se torna eterna, o Poeta faz um retrato do ser humano em sua fria e cruel natureza.
Somos de uma maldade sem fim.
Como podemos ver no poema tudo continua como sempre esteve.
Aqui vai o poema, leia e desfrute de si mesmo:

VERSOS ÍNTIMOS

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

INTIMATE VERSES

No one attended, as you 've seen, your last
Chimera's awe-inspiring funeral.
Ingratitude — that panther — has been all
Your company, but it has been steadfast!

Get used to mud: soon it will hold you fast!
Man living among wild beasts on this foul
And sordid earth cannot resist the call
To turn himself as well into a beast.

Here, take a match. Now light your cigarette!
A kiss is but the eve of being spat,
A stroking hand, my friend, may stone you too.

If your great wound still saddens anyone,
Cast at that vile hand stroking you a stone,
Spit straight into the mouth that kisses you!