sexta-feira, 20 de julho de 2007

Contágio: 4.000.000 são infectadas anualmente no mundo


Sida(AIDS) pode fazer 45 milhões de vítimas em 8 anos Pelo menos 45 milhões de pessoas em todo o mundo serão infectadas pelo vírus da Sida nos próximos oito anos, caso biliões de dólares não sejam investidos no combate à doença.
O alerta foi dado pelas Nações Unidas e pelo Grupo de Trabalho em HIV, às vésperas da 14ª Conferência Mundial da Sida, que começa amanhã em Barcelona, na Espanha.
De acordo com o Grupo de Trabalho em HIV, a tragédia da África subsahariana, que possui o maior número de pessoas com Sida do mundo, pode repetir-se caso “algumas lições não sejam aprendidas” pelos demais países do mundo.
O grupo desenvolveu um relatório com dicas para ajudar Governos a reduzir as infecções por HIV.
A pesquisa, publicada na revista médica britânica The Lancet, foi divulgada três dias depois que um relatório do Onusida, o programa de Sida da ONU, previu que 68 milhões de pessoas podem morrer de Sida até 2020

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Um tango argentino é o remédio

A repressão é tendência endêmica na sociedade burguesa, não sumirá de uma hora para outra. A repressão que não existe nas ruas foi deslocada necessariamente para "outros domínios", para a alma das pessoas e, acima de tudo, para os seus corpos.

Uma alma livre e liberta é também uma alma criativa, sem liberdade não se cria só se copia.

Talvez o mundo seja complicado para um libriano sonhador.

Qual será a forma de nos fazer sonhar de novo, como poderemos vislumbrar novas perspectivas para nossas vidas, como transmutar vidinha besta em vida, quem saberá. Existirá?

Será que a saída continua sendo o aeroporto mais próximo?

No retrovisor só vejo escombros, no para brisa nem um ponto de luz, lateralmente os corpos e mascaras caem como folhas ao vento.

E nós aqui em baixo, no terceiro mundo, acompanhamos essa valsa sangrenta, corpos que caem, vidas que se esvaem.

Só me resta dançar um tango argentino.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Gaia ardente

Neve em Buenos Aires,vulcões em erupção, calor extremo na Califórnia.
A terra está reagindo as loucuras do homem, ela é mais poderosa que nossa vã consciência pode alcançar.
“As reações do planeta às ações humanas podem ser entendidas como uma resposta auto-reguladora desse imenso organismo vivo, Gaia, que sente e reage organicamente. A emissão de gás carbônico, de clorofluorcarbonetos (CFCs), de desmatamentos dos biomas importantes como a floresta amazônica, a concentração de renda, o consumismo e a má distribuição de terra podem causar sérios danos ao grande organismo vivo e aos outros seres vivos, inclusive ao ser humano. Por conta disso, há aumento do efeito-estufa, a intensidade de fenômenos climáticos intensos, o derretimento das calotas polares e da neve eterna das grandes montanhas, a chuva acida, a miséria e a exclusão humana.”
Desde 1969 o homem tem conhecimento desse fato relatado pelo investigador britânico James E. Lovelock, afirmando que “a biosfera do planeta é capaz de gerar, manter e regular as suas próprias condições de meio-ambiente.”
Mesmo assim a ganância gerada pela necessidade de acumulação constante do homem, tem tornado a vida na terra cada vez mais difícil, o que me preocupa é não termos um mínimo sinal de mudança de comportamento, continua sendo mais importante, para o homem, acumular montanhas de dinheiro. Gostaria de saber como esse homens, inescrupulosos, vão gastar o dinheiro acumulado em um planeta sem condições de vida.
A Terra está entrando em um estado febril que pode durar mais de 100 mil anos”.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Medidas URGENTES

Todas as pessoas esclarecidas temem pelo aquecimento global, ele é real e não precisamos de medições para perceber (sentir) que isso de fato vem ocorrendo, algumas pessoas por medo ou ignorância fogem do assunto que é muito sério.
É fato que com a colaboração de todos, abrindo mão do consumo desenfreado, podemos reverter o quadro, mas é imperativa uma postura diante dos fatos.
Faço aqui um alerta à mídia em geral que por interesses diversos não tem uma postura crítica, acho que o primeiro passo seria uma campanha de massa para esclarecimentos a população sobre o mau que cada um de nós pode causar ao nosso planetinha azul.
Coisas como abrir mão do segundo carro na família, fechar a torneira ao escovar os dentes, não consumir produtos de empresas que não respeitam o meio ambiente podem na soma geral de procedimentos ajudarão a manter nosso planeta vivo.
Essa deveria ser uma preocupação de todos, afinal essa é nossa casa.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

VERBOS NOVOS E HORRÍVEIS - Ricardo Freire

Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero. Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar. Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.
Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém e nem compactuo com quem operacionalize. Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação. Se você pedir com jeitinho, eu até implemento, mas operacionalizar, jamais.
O quê? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás. Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.
Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual. Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave.
Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.
Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais.
Agora só uso. E recomendo. Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.
Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas.
A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis. Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?
É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão. Precisamos reparabilizar essas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar. Caso contrário daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações:
"Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".
Problema seu. Me inclua fora dessa.

"Não menos do que o saber, agrada-me duvidar."
Dante Alighieri (1265-1321)

quarta-feira, 20 de junho de 2007

iniciativa ´verde´


A Google divulgou nesta semana os frutos de sua iniciativa ´verde´. A empresa, que já havia divulgado no ano passado que instalaria painéis solares em sua sede em Mountain View, na Califórnia, liberou as primeiras imagens do que é a maior implantação privada desse tipo de energia alternativa e que gera energia suficiente para abastecer 1000 casas (padrão norte-americano).

A empresa também firmou sua associação à organização The Climate Group, que reúne dados e fomenta planos de cortes em emissões de gases poluentes e que provocam o efeito-estufa.

Segundo informações divulgadas pela Google, as emissões que não puderem ser eliminadas diretamente serão "compensadas" por investimentos em projetos como o desenvolvimento de fontes de energia não poluentes.

Entre elas, a adoção de carros híbridos, o que está sendo chamado de iniciativa RechargeIT (recarrege isso, sendo que as letras IT também dizem respeito a tecnologia da informação). A empresa anunciou também que estes veículos, que podem ser abastecidos pela rede elétrica, receberão da gigante de buscas US$ 1 milhão para fins de pesquisa, que podem ser ampliados mais tarde com outros US$ 10 milhões, ainda segundo dados da companhia.